Ele
estava deitado com o telefone nas mãos. Lia seus e-mails em meio aos lençóis
que ainda embolados, guardavam os ecos de gemidos, risadas e conversas. O sol
do fim da tarde entrava lentamente pela sacada. No chão, a sombra dela faz com
que os olhos saiam do celular e mirem a janela. Com as pernas nuas, uma blusa
de cetim fino rosado, desenhando a silhueta. Os cabelos caiam pelas costas e
era possível visualizar o semblante de paz brilhando diante do sol. Os olhos
fechados e um meio sorriso acalmavam. E uma brisa leve bate em direção ao
quarto levando as forças que faltavam a ele para levantar da cama. A brisa
trazia o cheiro floral doce dos cabelos dela, era quase um guia para caminhar
em direção àquele corpo.
Chegou
à sacada e viu o mar, sentiu a brisa que o levantou bater mais forte. Encostou
suavemente seu peitoral nas costas dela. Os quadris quase que se encaixavam em
perfeita harmonia. Ele deslizava as mãos levemente pelas curvas deste corpo.
Era visível o esforço feito para manter delicadeza no toque. O corpo dele
gritava de desejo, seus olhos exalavam uma paixão arrasadora. A ressaca do mar
era fraca diante da força dessa fome que vinha de sua alma.
Com
um puxão forte pelo braço ele virou o corpo feminino de frente para o dele.
Puxou suas pernas engatando-a em sua cintura e a levou até a cama. Jogando com
ferocidade seu corpo sobre aqueles lençóis já cheios de histórias. O coração
dela disparava e as batidas eram audíveis. Então a puxou delicadamente, deixando
seu corpo levemente sentado, passando um dos braços por sua cintura e pondo a
mão esquerda em sua nuca, por baixo dos finos fios de cabelo. Foi somente um
segundo, um instante, mas que poderia ser subdividido. O momento em que os
lábios se encontraram. O calor do corpo deixava a pele de ambos, avermelhada. O
tremor dela já não existia mais e suas mãos seguravam fortemente o braço que a
protegia.
Neste
momento, no calor do beijo, onde os corpos quentes já se desejavam criando uma
corrente invisível e impenetrável, ele deitou o corpo dela e beijava seu
pescoço, abrindo levemente os botões de sua blusa com a mão e explorando cada
vez mais o corpo dela com a boca. Beijou seus seios, mordendo levemente o bico,
levando ela à um gemido que abria fim ao restante pudor ainda existente no
ambiente.
Subitamente
diante disso ela se revolta. Tira o corpo dele de cima do seu e o joga contra a
cama. É sua vez de explorar o corpo do amado. Deslizando levemente sua língua
pelo peitoral, barriga e enfim, alcançando com seus lábios o membro inferior
genital que latejava esperando por aquelas caricias.
Não
saberia dizer quais as emoções que estavam na face daquele homem, cuja
excitação explodia além dos lábios que estavam em seu pênis. Ele queria mais,
precisava de mais. E o corpo dela, que parecia já saber desse desejo, se moveu
lentamente até que ela estivesse sentada em seu colo, pronta para criar o
enlace perfeito. O homem levantou suas costas colando seu peitoral aos seios
dela e enquanto se beijavam calorosamente os corpos iam se encaixando num leve cavalgar.
De
leve tornando-se cada vez mais intenso pareciam que aqueles corpos se nutriam.
Os lençóis se embolavam cada vez mais a cama, que se tornava pequena diante do
desejo dos amantes. Os corpos começavam a suar e o quarto exalava prazer de
todas as formas. Seu odor, seus sons e seu tom de fim de tarde, tudo era prazer
dentre aquelas quatro paredes.
As
palpitadas dos corações aumentaram. O cavalgar dos corpos era cada vez mais
intenso. Os gemidos cada vez mais profundos e descontrolados. Os corpos já
estavam colados um ao outro e as mãos dele apertavam com força a cintura dela,
enquanto as mãos dela rasgavam com as unhas as costas dele. Não se sabia mais
se gemiam de prazer, se se beijavam, se se mordiam, era tudo intenso, tudo
forte demais. O corpo gritava em adrenalina numa explosão de prazer.
Um segundo, uma cavalgada a mais, e o rosto dela mudava de semblante para um êxtase quase santo. O prazer lhe caia pela face divinamente enquanto gemidos altos e suaves saiam pelos lábios junto com juras de desejo intenso e eterno. Ele tinha a feição de relaxamento total e os músculos do corpo foram levemente se descontraindo. Enfim tinha jorrado dele todo o prazer contido naquele ato, naquele corpo, naquela mulher. Juntos, alcançaram um ápice de prazer além do conhecido orgasmo. Eram seres completos trocando as energias de seus corpos, fundindo-se, tornando-as una. Só.
Um segundo, uma cavalgada a mais, e o rosto dela mudava de semblante para um êxtase quase santo. O prazer lhe caia pela face divinamente enquanto gemidos altos e suaves saiam pelos lábios junto com juras de desejo intenso e eterno. Ele tinha a feição de relaxamento total e os músculos do corpo foram levemente se descontraindo. Enfim tinha jorrado dele todo o prazer contido naquele ato, naquele corpo, naquela mulher. Juntos, alcançaram um ápice de prazer além do conhecido orgasmo. Eram seres completos trocando as energias de seus corpos, fundindo-se, tornando-as una. Só.